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03 Out

De adolescente problemático a promessa no MMA: Conheça a história de Leandro Light

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De adolescente problemático a promessa no MMA: Conheça a história de Leandro Light Marcio Valle

Jovens com problemas com drogas e violência é uma realidade frequente na periferia das grandes cidades. Para Leandro Fernando Brito não foi diferente. O atleta que hoje está prestes a ingressar no MMA profissional, soma sete vitórias amadoras e três cinturões em apenas 10 meses. Mas foi em 2012, que o até então adolescente problemático foi apresentado as artes marciais:

"Estive na primeira edição do Nocaute ao Crack, evento que é organizado pela FJU (Força Jovem Universal), e me apaixonei pelo Jiu Jitsu. No evento estava lutando o Rafael Carvalho, que hoje é campeão do Bellator. Aquilo me interessou e passei a frequentar as aulas do projeto social aos domingos".

As aulas dominicais não estavam sendo suficientes para Leandro, que era conhecido como "Sossego" no projeto social da FJU. Foi aí que ele conheceu Alexandro Ferreira, o "Mangueboy", que adotou o atleta no Instituto "Bom Combate" em Colombo, região metropolitana de Curitiba. O primeiro passo foi trocar o apelido do jovem, que foi o seu primeiro atleta da ONG: "Eu gosto muito de colocar nome nos meus atletas. E vi que "Sossego" não era legal. Falei pra ele, agora você é Leandro Light".

Representante da equipe MangueBoy, em seis anos mudou completamente de vida e hoje, com 20, se sente transformado:

"A galera me chama hoje de Leandro Light, mas não conhecia como eu era. Eu era muito nervoso, problemático, estourava por qualquer coisa, já cheguei até a bater na minha mãe, e através das artes marciais eu consegui me encontrar e me acalmar. Até pra lutar sou bem tranquilo. Antes eu não ouvia o lado das pessoas, dos meus familiares, hoje eu consigo ouvir eles. Isso me mudou como pessoa".

Cinturão de papel e desistência:

O primeiro cinturão do pupilo de Alex MangueBoy foi um cinturão de papel - que ele mesmo confeccionou. O treinador comenta emocionado sobre a história vida de Leandro Light:

"O Leandro chegou a fazer um cinturão de papel e postou nas redes sociais. A galera tirou sarro, achou que ele era maluco. Mas eu o incentivei a não desistir dos seus sonhos. Ele chegou a desistir da luta em 2016 por problemas pessoais. Além de estudar e trabalhar com seu pai, é Leandro que cuida de sua mãe. Retornou em janeiro de 2017 para conquistar três cinturões" (Confronto Final da Luta, Tatuquara Fight Combat e Maringa Fight Combat).

Leandro Light deve estrear ainda em 2017 em um grande evento do MMA nacional como profissional.

Mangue Boy: Dos manguezais de Recife para o trabalho social no Sul

Alexandro Gomes Ferreira, conhecido como "MangueBoy", chegou em 2008 em Curitiba. Faixa Preta de Marcelo Saporito, tinha a ideia de montar uma academia na cidade de Colombo. Natural de Recife, participava de projetos sociais nos manguezais, além de ser fã da banda Chico Science e Nação Zumbi. Daí o apelido de MangueBoy.

"A ideia original era montar uma academia pra ganhar dinheiro. Mas ganhar dinheiro em Colombo era difícil. Começamos então a ajudar muitas famílias carentes e desestruturadas, quando em 2014 resolvi fechar a academia e fundar o Instituto Bom Combate, que hoje atende, sem mensalidade, apenas com doações, 190 pessoas entre crianças e familiares. Mas entre idas e vindas já passaram cerca de 400 pessoas em nossa ONG", comenta o treinador.

MangueBoy foi o primeiro professor de Polyana Miller, atleta que vem despontando no cenário do MMA amador em Curitiba com apenas 14 anos:

"Tenho muito orgulho em falar que a Polyana Miller começou com a gente. Ela, assim como os pais dela são pessoas maravilhosas. O próprio nome "Polly Miller" fui eu que coloquei. Sempre imaginava a Pollyana Miller como campeã mundial, e quase foi esse ano na Tailândia. Essa garota tem um futuro brilhante".

Atualmente, MangueBoy, que também é o nome da equipe de competição, conta com professores renomados, também no Instituto Bom Combate: Emerson "Bruce Lee" Olimpio, campeão mundial, Cleber Araldi, Ricardo Silva, Edmundo Coleto, Daniel e o próprio Alex, se dividem nas aulas de Muay Thai, Jiu Jitsu, Boxe, Karatê, Judô e Capoeira.

A equipe MangueBoy e o Instituto Bom Combate tem o patrocínio e apoio de Cash Car Veículos, Restaurante Divino Prato, Stemps e Kimonos Yama.

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