
Coluna
15/03/10
Coluna Pós Combate: Power Fight Extreme 2
*Por Marcio Valle
Olá!
Vamos falar agora sobre os destaques do primeiro grande evento de 2010 em Curitiba, e diga-se de passagem, que grande evento!
Fazendo jus a votação dos Melhores do Ano (apresentada na edição 11 da revista), a segunda edição do Power Fight Extreme lotou as dependências do Palácio de Cristal: 3 mil ingressos vendidos, 3 mil pessoas em um evento que entra para a história do esporte paranaense.
Com apenas 15 minutos de atraso, se é que 15 minutos dá para ser considerada atraso, o evento, marcado para às 19h, começou 19:15 e mostra que, é possível sim, com organização e logística, começar um evento no horário marcado.
Estrutura e iluminação como nunca antes tinhamos visto, um card com alguns dos melhores atletas da cidade. Resultados fantásticos em cima do octógono e fora dele, colocando a cidade de Curitiba como a capital do MMA no Brasil, pelo fato também de que alguns dos grandes eventos brasileiros não chegaram nem perto do que foi o Power Fight neste dia 13 de março.
Com a Cobertura do Canal Combate e vários outros veículos de imprensa, nunca tivemos tantos profissionais da mídia envolvidos em um evento de MMA, o que prova mais uma vez, não só a forte divulgação e marketing do evento, que funcionou perfeitamente, como também o crescimento do esporte em todo o mundo, que já é uma realidade.
Vamos aos destaques dos combates:
Melhor luta do evento - Luta feminina de MMA:
Muito se questionou durante a semana se a atleta Alessandra Silva, da Combate Absoluto seria mesmo a responsável pela quebra da invencibilidade de Jennifer Maia, da Chute Boxe. Com uma força que fazia lembrar de Cris Cyborg, a atleta de Fábio Assolari estava confiante na vitória.
Porém, fazendo a sua estréia no Círculo Militar e lutando pela primeira vez em um octógono, a atleta treinada por EdCarlos Monstro não decepcionou. Superior em pé e no chão, Jennifer Maia não apenas mantém sua invencilidade, como conquista sua segunda vitória no MMA e apresenta ao mundo que não é apenas uma lutadora de Muay Thai. Aos 4 minutos do 1° Round, com um mata leão, veio a finalização e a décima nona vitória da chuteboxer. Não perca as contas da Imbatível: Agora são 19 lutas e 19 vitórias!
Muay Thai de primeira:
Jonathan Diniz realmente surpreendeu a platéia no Círculo Militar. O atletea da Thai Boxe é novo, estreou no profissional no ano passado. E quem diria que daria trabalho a Saulo Clay, da Thai Brasil, um dos melhores atletas do Brasil.
Saulo foi superior no primeiro e no terceiro round. Diniz levou melhor no segundo, chegando a abrir contagem.
A luta estava tão equilibrada, que os árbitros laterais optaram por um round extra. Aí então, prevaleceu a experiência e a vitória de Saulo Clay foi consolidada.
No outro combate, Alessandro Geloco estreou pela Striker´s House. Mas não como estamos acostumados a ver.
Há quase 1 ano atrás, vimos Geloco nocautear Ariel Machado. Em lutas anteriores, vimos o atleta nocautear rapidamente também ao primeiro round.
Dessa vez, Bergamo, da Leivis Team, de Lages, deu trabalho a seu oponente.
Geloco não conseguiu impor seu jogo como de costume, e teve dificuldades frente a um atleta que já foi nocauteado por Saulo Cley, Jonathan Diniz e o próprio Ariel Machado.
Mas mesmo dessa maneira, o curitibano foi superior, e venceu na decisão.
100% para CM System:
A equipe comandada por Cristiano Marcelo e eleita a melhor equipe de 2009, tem motivos de sobra para comemorar. Nos três combates que disputou, venceu os três.
Mário Soldado foi o primeiro. E foi rápido. Com apenas 36 segundos de luta, o atleta tratou logo de resolver a situação.
Contra Edelvane Dias, da Arena Fight, finalizou com um arm lock no primeiro round.
Bruno Carvalho teve um pouco mais de dificuldade. Valdinei Topet, da PRVT, quase surpreendeu o atleta da CM System, levando para o chão e castigando no ground and pound. Mas logo Bruno Carvalho reverteu a situação, e em pé, que é sua maior especialidade, venceu por nocaute técnico.
Ao som do funk, o carioca Marco Antônio entrou no octógono. Seu adversário, Júlio César, da Peterson Revay, não aguentou a pressão do Bonde do Marcão. O atleta da CM System aplicou uma guilhotina aos 1:49 do primeiro round, finalizando e vencendo o combate.
100% também para Gile Ribeiro:
Que a torcida da equipe Gile Ribeiro sempre é maioria nos eventos, ninguém duvida. Mas nesse Power Fight ela deu um show nas arquibancadas do ginásio. E os dois representantes da equipe, foram no embalo dos quase 400 ingressos vendidos por Gile.
Diego Marlon impos seu jogo desde o início do combate, que não durou muito. Logo foi para o chão e com uma guilhotina a 1:26 de luta, extremeceu sua torcida logo no primeiro combate do evento.
Wagner Galeto, também ovacionado pela maior torcida do evento, fez logo o seu trabalho e com um mata leão, finalizou a 1:51 no primeiro round.
Logo após o resultado oficial do combate, o atleta surpreendeu a todos, deixando o octógono "no galeto" e indo em direção a torcida, até se misturar nela.
Experiência em jogo:
Dois grandes atletas de Curitiba se enfrentaram em um combate caseiro. Vinicius Vina, da Combate Absoluto, duas vezes considerado o melhor atleta do ano e o expriente André Toquinho, da Equipe Noguchi.
Com pouca trocação, logo Vina levou a luta para sua especialidade, no chão e conseguiu, aos 2:23 do primeiro round, aplicar uma guilhotina que fez com seu oponente batesse.
Surpresa:
No último combate do evento, uma surpresa. Márcio Gracinha, da UDL, que não lutava em Curitiba há três anos e que em fevereiro aplicou um nocaute aos 5 segundos de luta em Camboriú, foi nocauteado por Iliarde Santos, da Equipe Pattaya, de Londrina, no segundo round, após uma joelhada, que fez com que o árbitro, Roberto Piccini encerrasse o combate.
E eu fico por aqui. Até a próxima.
As fotos do combates logo logo estarão no ar!
















