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Qui, 04 de Agosto de 2011 11:16

Victor Hugo fala sobre Marketing Esportivo na 1° Round


Escrito por  Victor Hugo
Fotos: Arquivo Pessoal

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Victor Hugo fala sobre Marketing Esportivo na 1° Round

Neste primeiro artigo, quero aproveitar para questionar alguns paradigmas comuns a este tema e lançar algumas idéias preliminares que vão servir como base para os próximos artigos.


 

O primeiro deles é a sensação geral no Brasil de que nós estamos muito atrasados em relação a tudo o que diz respeito à indústria internacional de negócios esportivos e, portanto, devemos importar todos os modelos bem-sucedidos da Europa e Estados Unidos. Não vou discutir que conhecer o que vem sendo feito de bom no resto do mundo é importante em qualquer setor e parece óbvio que Europa e Estados Unidos estão à nossa frente do ponto de vista da organização do MMA. O que eu questiono é a nossa mania de querer copiar modelos internacionais e aplicá-los por aqui sem muita reflexão.

 

Eu sempre digo que talento e criatividade não faltam no Brasil. E qualquer modelo que venha a ser desenvolvido para melhorar a organização do esporte nacional poderá levar em conta exemplos bem-sucedidos do exterior, mas terá de necessariamente contar com ingredientes que considerem a realidade do mercado brasileiro, principalmente no que diz respeito a entender o que o “consumidor” do esporte brasileiro realmente quer.

Algum dono de eventoa aqui sabe dizer com segurança e fundamentação o que o consumidor do esporte quer? Porque é só a partir desse ponto que vamos conseguir fortalecer a organização do esporte local. Vejo muito eventos nacionais tentando trazer elementos que são vistos de fora, mas sem muito sucesso porque não se vai afundo do investimento e também tempo para realização.

O segundo paradigma é que a pouca utilização do marketing esportivo como ferramenta de comunicação no Brasil — e aqui vale uma comparação com o que se observa na Europa e nos Estados Unidos — deve-se exclusivamente à sensação que as empresas têm de que o esporte brasileiro é desorganizado e mal gerenciado. Não há dúvidas de que o esporte brasileiro poderia ser mais bem organizado. É claro que estamos longe de atingir nosso melhor potencial. Mas meu ponto aqui é que também as empresas — salvo exceções — ainda não aprenderam a lidar com o esporte como plataforma para divulgação de suas marcas. É surpreendente o número de empresas que tomam decisões de investimento em marketing esportivo sobre bases muito mais passionais do que racionais. É ainda mais surpreendente o número de empresas que não realizam qualquer tipo de análise para medir a eficiência e o retorno dessas ações. Isso sem contar os muitos casos de empresas que adquirem direitos de patrocínios, mas praticamente não ativam esses direitos... tenho certeza de que todos vocês conhecem casos como esses. A verdade é que patrocínio — o principal elo entre as empresas e o universo esportivo, e portanto o canal principal para efetivação do marketing esportivo — ainda é um assunto meio obscuro para a maioria das empresas. Mas isso não é privilégio apenas do mercado brasileiro. Para mim, está claro que a maioria dos eventos nacionais ainda não estão completamente preparados para apresentar o verdadeiro resultado de uma ação de marketing esportivo para estas empresas.

Aos donos de eventos, divulguem, busquem coisas novas, novos parâmetros. Esses dias em frente a um sinaleiro fiquei pensativo como seria legal termos uma apresentação ali em frente aos carros com dois lutadores divulgando um evento, uma sombra ou quem sabe uma demonstração de chutes. Isso com certeza iria atrair um público diferente dos que estão acostumados a irem em eventos. Está na hora de buscarmos um outro público, família e fiel que estejam querendo conhecer a fundo a essência das artes marciais.

Essa é a minha opinião quando penso no marketing esportivo no Brasil ligados aos nosso eventos. Acredito que um questionamento mais aprofundado desse assunto seja fundamental para o amadurecimento desse mercado no país.

 

VICTOR HUGO CARVALHO LEITE
www.midiav7.com.br
contato@midiav7.com.br
41-91895092


Victor Hugo é diretor geral da MidiaV7 Interactive, empresa que mantém os maiores nomes do MMA nacional em seu portfolio.

 

Última modificação em Qui, 04 de Agosto de 2011 11:26

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