O Pride FC foi criado em 1997 onde o propósito inicial seria o de casar uma luta entre o faixa preta de Jiu-Jitsu Rickson Gracie e o famoso Wrestler japones Nobuhiko Takada. Com o passar dos anos acompanhamos pela madrugada a dentro nomes como Marcos Ruas, Chuck Lidell, CroCop, Sakuraba, Fedor e o unânime Wanderlei Silva levantarem multidões de até 100 mil pessoas em seu maior palco, o Saitama Super Arena. Enfim, o Pride era um show. O sucesso dos eventos e a parceria com a televisão japonesa lançou a marca pelo mundo.
Em 2002, a parceria com o K-1 tornou o Pride ainda mais forte. Os tradicionais eventos Pride/K-1 Dynamite, que se tornaram marca registrada da parceria, foram responsáveis pelos maiores públicos no Japão, chegando a mais de 100 mil expectadores nas arenas.
Sem dúvidas, o grande diferencial foi a agressividade aliada com a simplicidade. O tablado, o som, a entrada dos lutadores, os bastidores que envolveram nomes de grandes equipes como Chute Boxe, BTT e Devil House foram misturados em uma panela de emoções. Lembro-me como se fosse hoje de estar frente a tela do computador em plena madrugada para acompanhar a final do Pride LightHeavyweight GP onde Wanderlei Silva se tornaria campeão com uma contundente vitória sobre Quinton Jackson. Como é bom relembrar vitórias como a de Minotauro sobre Bob Sapp ou a luta de quase 1 hora com Royce e Sakuraba, momentos como este certamente criaram a paixão que sinto pelo esporte.
Mas como tudo tem um fim, o último adeus ao Pride aconteceu no dia 8 de abril de 2007. Ao longo de dez anos, foram 68 eventos e muitas vitórias brasileiras. O evento foi comprado pelo rival UFC amargando um sabor de derrota ao povo japonês.
Hoje o UFC é o principal evento do mundo e dita as regras. Porém não podemos olhar para o evento americano como o "Darth Vader" do universo do MMA. Pelo contrário, o UFC criou grandes parâmetros de negociação e colocou na jogada o verdadeiro "money" através de contratos publicitários milionários e de sua associação com "mega" redes coorporativas.
Porém é fato que para nós brasileiros a emoção e respeito que o Pride FC transmitia, nunca mais será alcançada. Hoje o mercado japonês do MMA tenta ressurgir das cinzas com o ex-senador japonês Antônio Inoki que voltou a ser atuante quanto outrora, e além do seu IGF vai retornar com o seu tradicional INOKI Bom-Ba-Ye, dia 2 de dezembro, no Ryogoku Kokugikan, em Tóquio. Além de Inoki Akira Maeda, maior concorrente de Inoki na promoção de shows de lutas no Japão é outro que não está perdendo tempo. Seu evento ZST já é realizado sob a chancela da rede RINGS, organização de Maeda que promete voltar com tudo no próximo ano.
Por enquanto o que nos resta é relembrar algumas lutas do Pride FC. Por isso separei para você leitor um video que traduz tudo o que está contido aqui, com um olhar de carinho e saudades curtam comigo o especial Pride FC.














